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Vought A-7 Corsair II um avião de ataque de precisão letal

O Vought A-7 Corsair II é um dos aviões de ataque com o melhor custo benefício aliado com eficiência que já voou no mundo. Foi desenvolvido baseado na lenda Vought F-8 Crusader, mas o Vought A-7 Corsair II é um avião muito diferente. Sua velocidade máxima ficou limitada a um pouco abaixo de Mach 1, outras mudanças em relação ao F-8 Crusader incluem a radical redução no peso estrutural e no custo. Essas mudanças foram decisivas para que o A-7 pudesse transportar o triplo de carga bélica do F-8 Crusader com uma precisão maior nos ataques. Ao longo de sua vida operacional o A-7 foi utilizado em diversos conflitos e mostrou precisão letal nos ataques que realizou.

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Origem do Vought A-7 Corsair II

Em junho de 1963 uma solicitação de propostas (RFP) foi emitida pela US Navy (Marinha dos Estados Unidos) para a indústria da aviação, essa solicitação teve quatro respostas de empresas interessadas em participar da licitação. As propostas foram da Douglas com o turbofan um A-4D-6 Skyhawk equipado com um turbofan TF-30 de maior potência, a Grumman com o monoposto A-6 Intruder, a North American com uma versão do FA-1E Fury impulsionado por um motor TF-30 e LTV (Ling Temco Vought) com o modelo V-463, uma versão modificada do F-8 Crusader.

Avião em miniatura Vought A-7 Corsair II em escala 1/72 apoiado no trem de pouso. Essa miniatura faz parte da coleção da editora Planeta DeAgostini.

Avião em miniatura Vought A-7 Corsair II em escala 1/72 apoiado no trem de pouso. Essa miniatura faz parte da coleção da editora Planeta DeAgostini.

A licitação para a escolha do novo avião de ataque da Marinha foi definida em 11 de fevereiro de 1964 e a empresa vencedora foi a LTV com o seu Vought A-7 Corsair II. A LTV ficou encarregada de produzir um protótipo e seis máquinas para testes de voo, além de 35 aviões de produção. Em 10 de novembro de 1965 outros 140 aviões foram encomendados.

O voo inaugural do protótipo do A-7 aconteceu em 13 de agosto de 1965 com o piloto de testes da LTV John Konrad. Em 10 de setembro de 1965 o avião da LTV foi batizado de Corsair II em homenagem ao avião movido a pistão e veterano da Segunda Guerra Mundial Corsair II.

O Vought A-7 Corsair II foi utilizando tanto pela Marinha quanto pela Força Aérea dos Estados Unidos. O avião em miniatura esta nas cores da Força Aérea dos Estados Unidos.

O Vought A-7 Corsair II foi utilizando tanto pela Marinha quanto pela Força Aérea dos Estados Unidos. O avião em miniatura esta nas cores da Força Aérea dos Estados Unidos.

Descrevendo a aeronave

A variante de produção do Vought A-7 Corsair II possuía muitas diferenças em relação ao protótipo. O resultado foi um avião com aparência bem incomum, destacando-se a fuselagem volumosa originada pela grande entrada de ar situada abaixo do nariz do avião. O potente motor do Vought A-7 Corsair II precisava de um grande fluxo de ar, por isso a necessidade da grande entrada de ar.

A ótima visibilidade proporcionava ao piloto uma excelente visão à frente e abaixo da aeronave. O cockpit era apertado, mas não tão quanto a do seu antecessor A-4 Skyhawk. O cockpit estava equipado com um assento ejetável Douglas Escapac IC-2.

A miniatura do Vought A-7 Corsair II esta pintada com um padrão de camuflagem típico dos aviões de ataque ao solo, em três tons entre marrom e verde.

A miniatura do Vought A-7 Corsair II esta pintada com um padrão de camuflagem típico dos aviões de ataque ao solo, em três tons entre marrom e verde.

Por não ter a necessidade de atingir velocidades supersônicas o Vought A-7 Corsair II foi desenvolvido com asas diferentes do F-8 Crusader. Essa característica permitiu que o A-7 fosse equipado com um motor subsônico mais eficiente e econômico, além de ter a fuselagem mais curta.

A concepção do trem de pouso lembra um triciclo retrátil com uma roda em cada lado e duas rodas no trem de pouso frontal. O trem de pouso das laterais é retraído para frente enquanto o trem de pouso frontal é retraído para trás. O trem de pouso conta ainda com um sistema de travamento anti-skid. Para as aterrizagens em porta-aviões o Vought A-7 Corsair II conta com um gancho para prender no cabo de aço dos porta-aviões.

A miniatura do avião de guerra Vought A-7 Corsair II esta com todos os pontos de fixação de armas carregados.

A miniatura do avião de guerra Vought A-7 Corsair II esta com todos os pontos de fixação de armas carregados.

Pronto antes da hora

O Vought A-7 Corsair II começou a ser entregue apenas 12 meses depois do primeiro voo do protótipo e muito antes do prazo estabelecido de 1967. Em setembro de 1966 os esquadrões VA-174 e VA-122 recebiam os primeiros Vought A-7A Corsair II. O primeiro esquadrão operacional foi o VA-147, contudo, o avião ainda não estava liberado para ações de combate, o que só aconteceu em junho de 1967 depois de completar uma série de testes.

Radar

O Vought A-7 Corsair II estava inicialmente equipado com um radar multimodo Texas Instruments AN/APQ-115. Esse radar foi sucedido pelo NA/APQ-116 com piloto automático Lear-Siegler e integrado com o sistema digital de navegação e ataque ILAAS (Integrated attack Avionics Systems).

Avião de Combate em miniatura Vought A-7D Corsair II. Este exemplar estava sediado na Carolina do Sul.

Avião de Combate em miniatura Vought A-7D Corsair II. Este exemplar estava sediado na Carolina do Sul.

Armamento

O armamento era distribuído em oito pontos de fixação com capacidade de transportar uma carga bélica de 6805 kg (15000 lb). Entre os pontos de fixação de armas estavam dois pontos localizados nas laterais de bombordo com capacidade de transportar 227 Kg, esses pontos eram utilizado para transportar os mísseis ar-ar AIM-9 Sidewinder. Os demais pontos de fixação de armas eram subalares e um ventral. O Vought A-7 Corsair II podia transportar quase todos as armas do arsenal da US Navy, incluindo mísseis ar-ar, ar-solo, bombas de queda livre e guiadas de precisão, mísseis anti-carro e anti-radar, bombas destruidoras de pista, foguetes e tanques de combustível. O Vought A-7 Corsair II contava com uma arma interna na forma de um par de canhões de 20 mm Colt Mk12 com cadência de 600 disparos por minuto, esses canhões estavam localizados em cada lado da entrada de ar.

Versões

A-7A – primeira versão operacional e com 199 unidades construídas.
A-7B – com algumas melhorias em relação à primeira versão, entre elas um motor TF30-P-8 com 5530 Kg (12200 lb) de empuxo que representava 8% a mais de empuxo ao A-7A. Era mais pesado que o A-7A em virtude das abas modificadas. Possuía sistemas TACAN atualizados e radar de altímetro. O A-7B voou pela primeira vez em fevereiro de 1968 com o piloto de testes Joe Engle. Ao todo foram fabricados 196 Vought A-7B, todos fabricados no ano de 1967 e enviados aos esquadrões VA-146 e VA-125 em 1968. Estes esquadrões tinham como destino o Vietnã a bordo do porta-aviões USS Enterprise.

Aqui podemos ver a miniatura do avião de combate Vought A-7 Corsair II na base removível e personalizada com a descrição do avião.

Aqui podemos ver a miniatura do avião de combate Vought A-7 Corsair II na base removível e personalizada com a descrição do avião.

A-7C – essa versão teve seu primeiro voo em novembro de 1968 através do piloto Robert Rostine. As primeiras entregas ao esquadrão VA-122 aconteceu em julho de 1969. Essa versão inicialmente seria destinada a uma versão de dois lugares do A-7B, mas, o TA-4J Skyhawk foi o escolhido para essa finalidade.
A-7D – o exército dos Estados Unidos buscava um avião de apoio aéreo e isso foi ficando cada vez mais evidente a medida aumentava o envolvimento militar dos Estados Unidos no Vietnã. Essa necessidade levou a uma versão do Corsair II para a USAF e batizada de Vought A-7D Corsair II que deveria substituir o F-100 Super Sabre e o F-104 Thunderchief. O primeiro voo do protótipo aconteceu em 6 abril de 1968. Entre as 20 alterações em relação a versão do A-7 da US Navy estava o motor de maior potência, o britânico Rolls-Royce RB162-256 construído nos Estados Unidos sob licença pela Allison com a designação TF41-A-1. Esse motor desenvolvia 6.460 Kg (14250 lb) de empuxo. Os aviônicos também foram revisados e os dois canhões montados nas laterais da grande entrada de ar foram removidos e substituídos por um canhão M61A-A Vulcan de 20 mm com uma cadência de 4000 a 6000 disparos por minuto.

O avião de combate em miniatura Vought A-7 Corsair II pode ser montado no trem de pouso ou na base removível ficando a critério do colecionador.

O avião de combate em miniatura Vought A-7 Corsair II pode ser montado no trem de pouso ou na base removível ficando a critério do colecionador.

Na parte de aviônica as mudanças foram radicais e permitiram que o A-7D pudesse operar em quaisquer condições meteorológicas graças à instalação de avançados sistemas de navegação. O sistema de controle de fogo foi o NA/ASN-91 que permitia ao A-7D realizar ataques de precisão. O radar instalado foi o AN/APG-126 com modos de operação ar-solo que incluía funções de acompanhamento do terreno, mapeamento do solo. O Head-Up-Display utilizado era o AN/AVQ-7 que apresentava dados de navegação e do computador tático. O piloto estava sentado no assento ejetável McDonnell Douglas Escapac IC com adaptação para receber o kit de sobrevivência da USAF, além do sistema de oxigênio de baixa pressão e sistema de contenção.

O avião em miniatura Vought A-7D Corsair II é fabricado em plástico injetado.

O avião em miniatura Vought A-7D Corsair II é fabricado em plástico injetado.

Operadores

O primeiro usuário estrangeiro do Vought A-7 Corsair II foi a Grécia que fez um pedido inicial de 60 Vought A-7H Corsair II (o H em referência a Helénica). Essa versão teve seu primeiro voo em 6 de Maio de 1975 e as entregas para a Força Aérea Grega começaram dois anos depois. Os A-7H substituíram o Republic F-84F Thunderstreaks. Além do A-7H a Grécia também recebeu a versão de dois lugares denominada TA-7C, essa versão não era capacitada para o reabastecimento aéreo. A versão TA-7C de dois lugares foi entregue a Força Aérea Grega entre julho e dezembro de 1980. O A-7 era muito bem visto entre os pilotos das unidades gregas e no início de 1990 mais Vought A-7 Corsair II foram comprados dos estoques da US Navy. Esse pedido adicional totalizou mais 36 unidades.

Quando a miniatura do avião de combate Vought A-7D Corsair II esta apoiada na base removível é possível retirar o trem de pouso e deixa-lo em simulação de voo.

Quando a miniatura do avião de combate Vought A-7D Corsair II esta apoiada na base removível é possível retirar o trem de pouso e deixa-lo em simulação de voo.

FAP (Força Aérea Portuguesa)

Havia uma necessidade por aviões mais capazes dentro da Força Aérea Portuguesa (FAP) no final de 1970, a falta de recursos adiava essa compra. Esse problema foi solucionado com a aquisição de um lote de 20 Vought A-7 Corsair II de segunda mão da Marinha dos Estados Unidos. Em 1980 os aviões passaram por uma modernização da fuselagem. Os aviônicos foram atualizados com o padrão da versão A-7E o avião passou para a designação de Vought A-7P (P de Portuguesa). O motor TF-30 foi preservado, mas passou para a versão mais poderosa, TF30-P408. Os 20 aviões Vought A-7 Corsair II começaram a ser entregues em 1981 e distribuídos entre os esquadrões da Esquadra Portuguesa. Um segundo lote de 24 A-7PS e 6 TA-7P biposto de treinamento foi encomendado em maio de 1983. Outro lote de 20 A-7 dos estoques da US Navy foi entregue para serem utilizados como peças de reposição.

Tailândia

A Tailândia adquiriu 14 Vought A-7E e 4 TA-7C para patrulha e defesa costeria, utilizados pela Divisão Naval Aérea Real da Tailândia. Estes aviões vinheram dos estoques da US Navy e passaram por uma inspeção antes de serem entregues. Os aviões da Tailândia apesar de serem da Marinha estão baseados em terra. Dois outros aviões A-7E foram adquiridos para serem utilizados como reposição de peças.

A carga de armas disponível no avião em miniatura Vought A-7 Corsair II retrata bem o tipo de missão que esse avião executava, apoio aéreo e ataque de precisão.

A carga de armas disponível no avião em miniatura Vought A-7 Corsair II retrata bem o tipo de missão que esse avião executava, apoio aéreo e ataque de precisão.

Em ação

Foi com o esquadrão VA-147 que o Vought A-7 Corsair II teve o seu primeiro envolvimento em combate e isso aconteceu na Guerra do Vietnã. O Vought A-7 Corsair II participou daquele conflito tanto com a US Navy quanto com a USAF. A US Navy utilizou seus A-7 de forma mais incisiva realizando cerca de 90.230 missões. Ao todo a US Navy utilizou 395 A-7 distribuídos entre 27 esquadrões, as baixas totalizaram 54 unidades.

A USAF utilizou na Guerra do Vietnã 72 Vought A-7D Corsair II que serviram no 354º Tactical Fighter Wing sediados na Base Aérea de Korat, na Tailândia. As missões chegaram ao número de 12.928 realizadas no Vietnã, Camboja e Laos. A USAF perdeu 26 unidades do Vought A-7D Corsair II em combate na Guerra do Vietnã.

Em 1983 o Vought A-7E Corsair II participou das ações realizadas em Granada e também nos ataques contra a Líbia em 1986. A Guerra do Golfo em 1991 foi a última participação em um grande conflito do Vought A-7 Corsair II, após o regresso das ações da Guerra do Golfo o A-7 começou a ser substituído pelo F/A-18 Hornet. A USAF também retirou seus A-7D de serviço em 1991, porém a Air National Guard (Força Aérea da Reserva) manteve seus A-7 até 1993.

Na FAP o Vought A-7 foi retirado de serviço em 1999, os Vought A-7 Corsair II da Força Aérea Grega continuam em serviço.

Apesar da sua aparência pouco elegante, esse avião de ataque entrou para a galeria dos aviões mais importantes da aviação militar, graças ao seu impressionante raio de ação e precisão nos ataques, deixando muitas saudades entre os seus apreciadores.

Avião de combate em escala 1/72 Vought A-7D Corsair II.

Avião de combate em escala 1/72 Vought A-7D Corsair II.

Características técnicas do Vought A-7 Corsair II

Tipo: avião de ataque monoposto
Envergadura: 11,80 m
Comprimento: 14,06 m
Altura: 4,90 m
Superfície Alar: 34,84 m2
Peso vazio: 8.676 Kg
Peso máximo de decolagem: 19.051 Kg
Velocidade máxima:  1065 Km/h
Teto de serviço: 10.210 m
Raio de ação: 4.620 km com tanques de combustível adicionais
Motor:  Turborreactor Pratt & Whitney TF30-P408 a versão da USAF Vought A-7D Corsair II recebeu um motor Allison TF-41 sem pós-combustão com 6.470 Kg.
Armamento:  até 6.800 kg de armamento distruídos em 8 pontos de fixação, além de um canhão de dois canhões de 20 mm. Na versão A-7D foi instalado somente um canhão M61A-1 de 20 mm.

Vídeo da miniatura do Vought A-7 Corsair II

Sobre Adriano Alves

Começou a escrever em blogues em 2009 como convidado e não parou mais. Hoje escreve em quatro blogues, trabalha em uma empresa como Analista de Suporte Técnico e tem como hobby ler, estudar, ouvir música, assistir filmes e seriados e, principalmente, colecionar miniaturas militares.

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