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Resenha: Uma Breve História da Segunda Guerra Mundial

Uma Breve História da Segunda Guerra MundialTítulo: Uma Breve História da Segunda Guerra Mundial

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Autor: Nigel Cawthorne

Editora: M.Books

Ano: 2015

Páginas: 216

Classificação: 4/5 estrelas (ótimo)

Onde Comprar: Livraria Cultura | Livraria Martins Fontes
icon | M.Books

A Segunda Guerra Mundial foi o conflito que causou mais mortes e destruição no século XX. Esse conflito foi marcado por reviravoltas, ascensão e queda de regimes totalitários e um envolvimento militar de um maior número de nações comparadas a Primeira Guerra Mundial. Mais de 55 milhões de pessoas perderam a vida durante os seis anos que durou o conflito.

Esse tema ainda é pesquisado por historiadores de todas as partes do mundo. Muitos se especializam nas batalhas, outros nas questões políticas que envolveram o pré e o pós-guerra. Ainda há outros que destacam o sofrimento humano em todas as frentes do conflito. Em se tratando da Segunda Guerra os britânicos são considerados os melhores autores por tratarem do tema de uma forma mais imparcial.

É através de um autor britânico, Nigel Cawthorne, que surge Uma Breve História da Segunda Guerra Mundial. Nigel Cawthorne estudou na University College, em Londres. Teve participação em outras mais de 60 obras, além de ter sido referenciado em jornais e revistas.

O título do livro já descreve muito bem o conteúdo, Uma Breve História da Segunda Guerra Mundial é uma narrativa direta dos eventos, mas que não deixa de lado nenhum ponto importante do conflito. Não há como narrar esse conflito sem antes mencionar que a Segunda Guerra Mundial foi essencialmente uma continuação da Primeira Guerra, onde a Alemanha havia sido derrotada e sofreu sérias imposições políticas, militares e econômicas assinadas no tratado de Versalhes. Adolf Hitler, um veterano austríaco da Primeira Guerra Mundial, aproveitou essa situação de humilhação imposta a Alemanha e fez emergir um sentimento nacionalista de revanche no povo alemão. Era a única maneira de assegurar o Lebensraum – “espaço vital” – do povo alemão.

Desrespeitando o tratado de Versalhes a Alemanha em poucos anos acelera sua indústria militar aumentando seus efetivos em todas as três forças. O livro  descreve esse crescimento militar alemão, juntamente, com os motivos que levaram a ascensão do Partido Nazista alemão, largamente inspirado no fascismo italiano de Benito Mussolini. O que propiciou a aliança entre Alemanha e Itália, pois tinham o fascismo em comum.

Os pactos de não agressão estabelecidos, primeiramente, com poloneses e depois com soviéticos, não livraram estes países da invasão alemã. As novas táticas de guerra impostas pelas forças do III Reich, conhecidas por blitzgrieg, foram eficazes nos primeiros anos da Segunda Guerra Mundial, e os alemães não tiveram muitas dificuldades para ocupar a Europa em quase sua totalidade.

Além da Europa outros continentes também sofreram as consequências da aventura imposta pelo ideal do III Reich idealizado por Adolf Hitler. O Japão também se aliou a alemães e italianos formando o chamado Eixo, enquanto os países que lutaram contra essas forças foram chamados de Aliados. O Japão lançou uma ofensiva expansionista no Pacífico que culminou com um ataque a Frota do Pacífico norte-Americana sediada em Pearl Harbor no Havaí, em 1941. Esse evento deflagrou a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial contra as forças do Eixo.

As batalhas foram descritas dos dois lados trazendo as táticas empregadas e as decisões tomadas a medida que as mudanças aconteciam no campo de batalha. Esse critério pode ser observado em todas as batalhas descritas, desde a invasão alemã a Polônia, a Batalha da Inglaterra, em Stalingrado, nas batalhas do Pacífico e nas batalhas que se desenrolaram na Europa após a invasão dos aliados a partir do Dia D na França, até a vitória final sobre a Alemanha e na derrota do Japão no Pacífico.

Um exemplo pode ser verificado com o trecho abaixo sobre a Operação Tocha travada no Norte da África, entre as forças britânicas e norte-americanas contra as forças alemãs comandadas pelo Marechal-de-Campo Erwin Rommel, mais conhecido como a Raposa do Deserto.

“Alexander insistia que soldados britânicos experientes deveriam entrar em combates antes dos americanos inexperientes. Mas, o general Patton pensava de outro modo. Quando recebeu ordens de encenar o ataque diversionário para retirar soldados da linha Mareth, Patton planejou uma ofensiva que cortaria ao meio as potencias do Eixo.

– Cavalheiros, amanhã atacamos – disse ele a seus comandantes – , se não formos vitoriosos, que não volte ninguém vivo.

Apesar da chuva intensa, na noite de 16 de março a 1º Divisão de Infantaria de Patton tomou a cidade de Gafsa. Arnim reagiu como Alexander previra e mandou a 10º Divisão Panzer defender os desfiladeiros de Maknassy em 22 de março, ao mesmo tempo em que a 1º Divisão Blindada. O General Ward, que estava no comando, percebeu que já tinha ido além das ordens de Alexander, e ele também temia a Luftwaffe, que decolava de bases próximas, então parou para se reagrupar Patton ficou furiosos e demitiu Ward.

No dia seguinte, um grupo de combate blindado da 10º Panzer avançou por uma planície aberta. Foi emboscado por caça-tanques, artilharia reunida e a 1º Divisão de Infantaria, que aguardava nos morros. Quando recuaram em desordem, os alemães perderam 32 tanques e grande número de infantes.”

Nigel Cawthorne não deixou de lado o sofrimento humano, tanto de civis quanto dos militares. Uma marca amargamente ligada ao conflito foram os campos de concentração que tiveram os judeus como os principais alvos. Estes campos foram espalhados pela Europa e ao chegar ao campo de concentração de Bergen-Belsen um doutor norte-americano, Dr. Robert Hartley descreve a cena.

“Os altos portões de arame farpado estavam abertos, e logo ali vimos algumas dúzias de vítimas deitadas de bruços, comendo o capim e o mato que sobrevivera fora do campo: Nossa primeira imagem daqueles pavorosos pijamas listrados cobrindo quase esqueletos. A rua principal e larga que cortava o campo estava coberta de mortos e moribundos. Caso se mexesse, o esqueleto ainda estava vivo. Entre eles havia homens e mulheres agachados com uma diarreia incontrolável.”

Uma Breve História da Segunda Guerra Mundial é uma ótima opção para quem busca uma visão geral de todo o conflito. Isso inclui desde os eventos que levaram a sua deflagração, os países envolvidos, os líderes que fizeram parte das tomadas de decisões durante o período, as consequências da guerra com a derrota das potências do Eixo e a divisão do mundo do pós-guerra entre os principais vitoriosos do conflito, Estados unidos e União Soviética, que passaram a ser adversários em um novo conflito que ficou conhecido como a Guerra Fria. Obviamente, para aqueles que buscam aprofundar o seu conhecimento em determinada frente ou batalha há livros mais focados, mas isso vai de acordo com a necessidade de informação de cada um.

Sobre Adriano Alves

Começou a escrever em blogues em 2009 como convidado e não parou mais. Hoje escreve em quatro blogues, trabalha em uma empresa como Analista de Suporte Técnico e tem como hobby ler, estudar, ouvir música, assistir filmes e seriados e, principalmente, colecionar miniaturas militares.

Um comentário

  1. Opção de leitura rápida para o café da manhã…

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