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Sukhoi Su-35 Super Flanker – O avião de combate russo supermanobrável

O desenvolvimento do Sukhoi Su-35 Super Flanker esta ligado a dois fatores que se complementavam e a solução de um sanava o problema do outro. O primeiro deles era a necessidade de aperfeiçoar um caça que ao começar a entrar em serviço já se mostrava muito superior aos rivais, mas ainda podia ser melhor. O surgimento do Su-27 foi uma resposta soviética as novas aeronaves e táticas empregadas pela OTAN.

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Mas, o Su-27 era um caça interceptador com eficiência no combate aéreo e deficiência para ataques ar-solo.
Mesmo com uma adição limitada de capacidade de ataque ar-solo através de pods de foguetes não guiados e bombas de queda livre havia uma potencialidade em transformar o avião em um verdadeiro caça multifuncional. Essa potencialidade era evidenciada pela grande capacidade de carga bélica e excepcional raio de ação.

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Aviões russos em miniatura Sukhoi Su-35 na embalagem.

Avião em miniatura Sukhoi Su-35 Super Flanker na embalagem em escala 1/72, disponível para ser montado com o trem de pouso aberto ou apoiado em uma base removível.

O segundo fator determinante que desencadeou em uma versão mais avançada do Flanker foi o desenvolvimento no Ocidente de novos radares e mísseis que levariam os caças F-15C, F-16C, F-18C e F-14D a ter vantagem sobre o Su-27, notadamente em combate a longa distância.  A Sukhoi, junto com a Força Aérea Soviética, definiram os parâmetros que dariam origem ao novo caça multifuncional baseado no Su-27 e denominado Su-27M.  Sob a supervisão-geral de Mikhail Simonov a equipe de projetista da Sukhoi, liderada por Mikhail Pogosyan, dava início ao desenvolvimento do projeto.

Muitas das soluções que seriam buscadas pela equipe para serem aplicadas no Su-27M já se encontravam em avaliação para aperfeiçoar o Su-27 básico e a versão naval Su-33. Os estudos iniciais para aperfeiçoar a capacidade de manobra do Su-27 eram dedicados à versão naval, Su-33, que recebeu canards para diminuir o ângulo de ataque nos pousos em porta-aviões. Assim sendo, os canardsdo Su-27M seriam os mesmos que foram testados no protótipo T10-24, que serviu de base a versão naval do Su-27.

Aviões de caças russos Su-35 em miniatura montado na base.

O jato de combate russo pode carregar uma grande quantidade de mísseis para o combate aéreo conforme pode ser visto nesta imagem da miniatura do Su-35.

Os primeiros protótipos do Su-27M dão origem ao Su-35

Os primeiros protótipos do Su-27M foram células de Su-27 modificadas e em 1985 o primeiro desses protótipos começava a ser montado pela Sukhoi, recebendo a designação de T10M-1 faria seu primeiro voo em 28 de Junho de 1988 com a numeração de “701”. Entre a montagem do primeiro protótipo e o desenvolvimento do programa houve alterações em sua liderança. Nikolay Nikitin substituiu Aleksey Knyshev e, em 1996 a liderança do projeto foi assumida por Vladimir Konokhov.

O que não alterou foi à supervisão geral que continuou com Mikhail Simonov.Depois do primeiro voo do protótipo T10M-1 o segundo protótipo T10M-2 foi lançado cerca de seis meses depois e ambos foram responsáveis pelos testes da nova configuração aerodinâmica, assim como, do sistema de controle de voo FBW digital. Com os testes de voo sendo realizados a fábrica da KNAAPO, localizada em Komsomolsk-On-Amur, preparava a produção em série do avião.

Em 1° de Abril de 1992 o protótipo T10M-3 (“703”) realizava sem primeiro voo e, diferentemente, dos primeiros dois protótipos o T10M-3 era novo de fábrica e não um Su-27 modificado.Esse novo avião fez sua primeira aparição ao público mundial em Farnborough, no Reino Unido em setembro de 1992. Depois de Farnborougho “703” apresentou-se no MAKS (show aéreo de Moscou) em agosto de 1993. Inicialmente os estudos da Sukhoi definiram os requisitos do novo jato russo sendo batizado de Su-27M, mas os novos protótipos em testes revelaram que se tratava de um avião totalmente diferente do projeto inicial e o Su-27M passou a ser designado de Su-35.

Jato de combate russo em miniatura Sukhoi Su-35

Em relação a versão básica do Su-27 o Su-35 sofreu inúmeras modificações estruturais, entre elas a parte frontal que foi alargada para acomodar a antena do radar N011M. Imagem do avião em miniatura Sukhoi Su-35 Super Flanker.

De fato, as modificações eram evidentes e muito significativas tanto na parte estrutural quanto nos sistemas de bordo. A adição de canards adotada pelo Su-35 foi um novo conceito aerodinâmico e chamado pelos russos de “triplano em tandem”. Além dos canards o Su-35 tinha a parte frontal da fuselagem mais alargada para acomodar o novo radar N011. A empenagem vertical também sofreu alteração sendo maior e com a ponta quadrada, essa é uma das maiores diferenças visíveis de um Su-27 básico para o Su-35.

Internamente o Su-35 pode carregar mais combustível do que o Su-27 básico, levando-se em conta que o alcance de um Su-27 básico já é descomunal e sem necessidade de levar tanques externos. Outras alterações foram o flaperonsdouble-slotted” e o cone de cauda maior. A estrutura foi reforçada com a utilização de materiais compostos que diminuíram o peso do avião aumentando a relação peso-potência. A vida útil do Su-35 passou para 6.000 horas de voo ou 30 anos.

O protótipo T10M-4 foi montado para realizar testes estáticos e outros Su-27 eram convertidos em protótipos para provas de voo com o sistema FBW, sistema de voo, além de outros componentes que seriam integrados no Su-35. Os Su-27 convertidos em protótipos eram os T10M-5, T10M-6 e T10M-7, recebendo as numerações “705”, “706” e “707”, respectivamente. Os testes com o radar N011 eram realizados em um dos protótipos do Su-27M e tiveram início em 1992. Tanto a Sukhoi quanto a KNAAPO produziram aviões para o projeto de desenvolvimento do Su-35 que totalizaram 12 aviões com numeração entre “701” a “712”.

Esse lote inicial de protótipos, além de realizarem os testes de voo e dos futuros sistemas e componentes que fariam parte do Su-35, também serviu de testes para a montagem da linha de produção em série. Os protótipos “708”, “709” e “710” foram utilizados para implantar a linha de montagem, enquanto os protótipos “711” e “712” realizavam os testes de integração do cockpit digital e do novo radar.

Réplica de avião russo Sukhoi Su-35 Super Flanker.

Avião em miniatura Su-35 Super Flanker apoiado na base removível personalizada com o seu nome e país de origem.

TVC Thrust Vector Control – controle de empuxo vetorado

O Su-35 “711” foi o avião escolhido para receber as novas turbinas desenvolvidas pela Lyulka-Saturn.  Não se tratava de simples motores, era na verdade a primeira turbina operacional do mundo com vetoração de empuxo TVC (Thrust Vector Control) que receberam a designação de AL-31F. Com a nova turbina instalada o “711” fez seu primeiro voo em 2 de abril de 1996. Essa combinação de caça ágil e turbina com vetoração de empuxo marcou uma nova fase no combate aéreo, o Su-27M “711” podia realizar manobras antes impensáveis. O caça russo rompeu todos os limites em manobras podendo parar no ar além de outras manobras fantásticas, isso tudo fez surgir um novo termo, a supermanobrabilidade. Com o Su-35 dotado de TVC a indústria aeronáutica russa cravava uma conquista que vinha sendo pesquisada por europeus e norte-americanos há anos.
Sukhoi Su-35 Super Flanker em miniatura montado na base.

Avião em miniatura Sukhoi Su-35 Super Flanker mostrando todo o desenho aerodinâmico que fez deste o caça mais manobrável do mundo.

Motor

As turbinas AL-31FP desenvolvem cada uma 12.500 Kg de empuxo com pós-combustão possuindo compressor LP de quatro estágios e um compressor HP de nove estágios, sendo que o empuxo vetorizado tem uma amplitude por volta de 15° no eixo vertical. Aproveitando o fato de haver uma angulação entre os motores a vetoração atua independente em cada motor resultando em um efeito de vetoração no eixo lateral. Cada turbina esta conectada com sistemas responsáveis pelo gerenciamento dos motores permitindo a operação em regimes críticos de voo.

Esse sistema também é responsável pela parte referente a segurança dos motores como controle de combustível, drenagem, controle e extinção de fogo, resfriamento, partida, monitoramento e aviso de segurança. As entradas de ar foram dotadas de telas extensíveis que tem como objetivo impedir a entrada de objetos que poderiam danificar os motores durante a fase de taxiamento da aeronave. Essa característica facilita a utilização do Sukhoi Su-35 Super Flanker em pistas rudimentares que deixariam outros caças avançados parados sem possibilidade de decolar.

A alimentação das turbinas é realizada por cinco tanques que estão dispostos na fuselagem, empenagens verticais e asas totalizando 10.100 Kg. O bombeamento é garantido, independente do estado de operação das turbinas, através de válvulas de transferência e pressão, além de medidores de nível. Apesar da enorme quantidade de combustível carregada internamente o Su-35 pode levar tanques subalares e também esta equipado com uma sonda retrátil localizada na parte esquerda da cabine do piloto. Com iluminação para uso noturno a sonda do tipo GPT-2E-1, que possui compatibilidade com o padrão STANAG 23447 da Otan, possui um taxa de transferência de 1.100 litros por minuto. O reabastecimento pode variar entre 2.000 metros a 6.000 metros com uma velocidade de 550 Km/h.

Miniatura militar de avião rápido Sukhoi Su-35 em detalhes.

Os motores do Su-35 equipados com controle de empuxo vetorado, TVC, conferem-lhe uma agilidade em manobras que rompeu todos os limites até então existem em um caça. Com o surgimento do Su-35 com TVC foi criado um novo conceito em combates aéreos, a supermanobrabilidade. Imagem da miniatura militar do jato de combate russo Su-35.

Fly-By-Wire – controle de voo por computador

O Su-27 estava equipado com um sistema de controle do voo FBW (Fly-By-Wire) analógico que atua apenas no controle longitudinal e os demais planos atuam nos controles mecânicos.  E para a nova versão foi desenvolvido um sistema novo e digital. Esse sistema foi testado a partir do protótipo T10U-2 e foi batizado de SDU-10M, esse sistema controla os canards e o sistema de TVC (Thrust Vector Control – Sistema de controle de empuxo). O SDU-10M mantém a capacidade de alta manobrabilidade mesmo com as variações de massa do avião atuando de forma automática.
Miniatura militar de avião de combate russo Sukhoi Su-35.

O avião em miniatura Sukhoi Su-35 Super Flanker “703” esta com sua pintura fiel a do avião real, auzl e tons de cinza azulado. Esse tipo de camuflagem foi inaugurada pelo próprio Su-35 “703” e depois foi aplicada em outros Su-35.

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Cockpit

O cockpit do Sukhoi Su-35 Super Flanker esta totalmente em conformidade com as missões que o caça russo se propõe, missões estas de longa duração, sob quaisquer condições meteorológicas, de dia e a noite. O capacete (com mira montada) possui integração com o sistema de gerenciamento das armas sendo necessário o piloto apenas virar a cabeça em direção de um alvo. Possui também um HUD (Head Up Display) que fornece informações primordiais dos painéis na altura da visão frontal do piloto sem o mesmo ter a necessidade de baixar os olhos para os painéis inferiores.

O cockpit possui ainda duas grandes telas de cristal líquido coloridas LCD (Liquid Crystal Display) de 15,2 x 20,3 cm. Essas telas são multifuncionais e fornecem todas as informações do cenário tático em que esta envolvida a aeronave, desde os parâmetros de voo até as ameaças dos alvos aéreos, terrestres ou marítimos. O assento ejetável é o K-36D-3.5E do tipo “zero-zero”, acionado a zero altitude e zero velocidade, fora da aeronave o piloto ainda conta com o kit de sobrevivência  e rádio emergencial de busca e direcionador de salvamento Komar-2M (R-855UM).

Avião de combate russo Sukhoi Su-35 em miniatura detalhada.

A escala 1/72 permite que muitos detalhes significantes sejam reproduzidos com satisfatória fidelidade. Na imagem do avião em miniatura Sukhoi Su-35 Super Flanker o IRST esta posicionado a frente do para-brisa do cockpit exatamente como no avião real.

Sistemas de armas integrados

As aeronaves militares russas anteriores desligavam seus radares para então selecionar um modo diferente e concluir a missão, isso não ocorre com o Su-35 que tem o seu sistema todo integrado bastando o piloto selecionar o modo tático desejado e seguir na missão sem a necessidade desligar e ligar o radar. Dessa maneira o subsistema de radar RLSU-27 e o subsistema óptico-eletrônico OEPrNK estão integrados ao sistema de controle de fogo, Sh-105.

Radar

Para que a nova versão do Su-27 fosse capaz de atacar alvos além do alcance visual BVR (Beyond Visual Range) em quaisquer condições meteorológicas era imprescindível que tivesse um radar mais avançado e capaz do que o N001 do Su-27 básico. Inicialmente foi desenvolvido o radar N011 que foi substituído pelo N011M com antena de varredura sintética. Esse radar faz parte do sistema RLSU-27 que ainda conta com um radar N012 posicionado no cone da cauda e que cobria todo o hemisfério traseiro da aeronave.

O radar N011M de pulso-Doppler e multímodo pode buscar, adquirir, rastrear e selecionar alvos mais ameaçadores que estejam voando baixo, no mar ou em terra. Pode realizar todo o processo de busca e aquisição de alvos sob quaisquer condições meteorológicas de dia ou de noite. O radar N011M esta acoplado ao sistema de disparo e gerenciamento das armas escolhendo os melhores parâmetros de acordo com o cenário do combate para o disparo de armas contra os alvos selecionados.

No hemisfério dianteiro o radar pode identificar um caça a 150 km e no hemisfério frontal a 60 km, sendo que, 15 alvos podem ser rastreados e 4 a 6 atacados de forma simultânea. Para missões ar-superfície e ar-mar o radar dispõe de três modos diferentes de resolução do terreno, sendo que em um desses modos o radar pode acompanhar o terreno e adquirir, rastrear e identificar um objeto que esteja em movimento maior que 15 km/h. No modo ar-superfície existe a função de mapeamento de superfície abrangendo uma resolução de 3,30 ou 300 metros. Outras funções dedicadas às missões ar-solo e ar-mar estão disponíveis no radar.

Jato de guerra russo Su-35 em miniatura na escala 1/72.

Avião em miniatura Sukhoi Su-35 Super Flanker. Este avião representa o que há de mais avançado na indústria aeronáutica russa na atualidade.

IRST Infra Red Search Target – busca e aquisição de alvos por infravermelho

Revelado ao Ocidente após a queda do muro de Berlim o que resultou na unificação das forças da Alemanha Ocidental e Oriental, o IRST (Infra Red Search Target) é um poderoso sistema de busca e aquisição de alvos por infravermelho. O Su-35 possui um sistema mais avançado do que os modelos anteriores que equipam outros caças russos. Na verdade o Su-35 possui um sistema óptico-eletrônico de mira que é uma combinação do IRST e um buscador e designador de alvos por laser. A vantagem de tal sistema consiste no fato de ser passivo, ou seja, o avião inimigo não “enxerga” o Su-35 em um combate aéreo, pois o radar pode ficar desligado não denunciando a presença do Su-35 na área de combate. Um alvo do tamanho de um caça ou de um míssil cruise pode ser detectado em um raio de 50 km a 90 km. O sistema também pode ser utilizado contra alvos terrestres atuando como um iluminador de alvos para armas guiadas de precisão, neste cenário o alcance gira em torno de 10 km.

Contramedidas eletrônicas

O Sukhoi Su-35 Super Flanker também “herdou” de outros caças russos o sistema IFF, identificação de amigo ou inimigo, que auxilia o não engajamento de aeronaves amigas em um ambiente denso de interferência eletromagnética. Também conta com contramedidas eletrônicas ativas e passivas, sendo que, o sistema ativo é representado pelos pods Sorbtsiya-S acoplados nas pontas das asas, o sistema passivo compreende chaff e flare. O sistema de inteligência eletrônica é o responsável por identificar e analisar cada tipo de ameaça, direcionando o melhor dispositivo para o momento. Isso inclui o L-150 Pastel, receptor de alerta e orientação de emissão radar, o alerta de aproximação de míssil infravermelho,  o sistema Sorbtsiya-S, o sistema de anulação das proteções eletrônicas dos radares hostis ECCM (Electronic Counter Countermeasures), podendo também guiar os mísseis anti-radar Kh-31P (utilizado quando L-150 Pastel recebe o alerta de emissão de radar hostil).
Avião de combate a jato em miniatura Sukhoi Su-35.

O Sukhoi Su-35 Super Flanker é um avião de combate multimissão de alto desempenho e totalmente operacional. Avião em miniatura com detalhes do logo do fabricante na empenagem.

Armamento

Desenvolvido para ser um avião de combate com capacidade de realizar missões de interceptação, combates aéreos a curta, média e longa distancia contra alvos voando a baixa e alta atitude, missões de ataque ar-solo e ar-mar todas com a mesma eficiência, o Sukhoi Su-35 Super Flanker recebeu uma variedade de armas para todas as missões a que se dispõe a fazer. Essas armas vão desde mísseis ar-ar supermanobraveis, passando por mísseis anti-navio, anti-radar e bombas guiadas de precisão. Essa variedade de armas podem ser transportadas ao longo de seus 12 pontos de fixação totalizando até 8.000 kg de carga bélica.

Mísseis ar-ar

Para os combates a curta distancia, dogfight, é utilizado o Vympel R-73 orientado por infravermelho. É um míssil altamente manobrável e capaz de destruir alvos aéreos muito ágeis como aviões não tripulados que executam manobras além das capacidades de uma aeronave tripulada. O R-73 pode atingir um alvo voando a baixo da aeronave lançadora, look down/shoot down, além de ser do tipo “disparar e esquecer” liberando a aeronave lançadora a ir buscar outros alvos.

Para os combates aéreos a média distância há os mísseis Vympel R-27R guiagem semi-ativa e o R-27T de guiagem por infravermelho, com alcance entre 60 e 65 Km. Os alvos podem estar voando a entre altitudes de 20m a 27.000 m voando até 3.500 km/h.

Ainda no cenário de médio alcance o Su-35 também pode contar com o altamente manobrável míssil RVV-AE ou R-77. Podendo atingir alvos de grande agilidade como caças e helicópteros que estejam em manobras de até 12g. Também é um míssil com capacidade Look Down/Shoot Down podendo atingir alvos que estejam voando a 3.600 km/h entre os 20.000 m e 25.000 m a até 65 km de distância.

Jato de guerra russo em miniatura Su-35 Super Flanker.

O Sukhoi Su-35 Super Flanker possui canards conforme pode ser visualizado na imagem de sua miniatura. Com a utilização de canards um novo conceito de configuração aerodinâmica foi definido, “triplano em tandem”.

Mísseis ar-superfície e antinavio

Para missões contra alvos terrestres e marítimos o Su-35 pode ser configurado com uma vasta gama de armas guiadas de precisão em diferentes combinações variando com a necessidade e o tipo da missão. Para destruir alvos terrestres fortemente fortificados o Su-35 conta com o Kh-29T que possui um alcance de 12 km na sua versão básica e de 30 km em uma versão de maior alcance. É uma arma orientada por guiagem de TV atingindo uma velocidade de 450 m/s. Pode ser utilizada para destruir bunkers de concreto, instalações industriais, pistas de pouso, pontos e até mesmo navios de desembarque.

O Kh-29L tem o mesmo propósito do Kh-29T, porém é guiado por um designador laser com guiagem semi ativa. Os parâmetros de emprego desse míssil são os mesmos da versão Kh-29T, sendo que seu alcance é de 10 km.

O S-25LD é um foguete não guiado S-25-OFM modificado com controle de orientação por designação laser do mesmo modelo do Kh-29L. O S-25LD também é utilizado contra alvos fortemente defendidos e tem um alcance de 10 km.

Dentro do arsenal de armas ar-superfície há o míssil Kh-31 que possui versões especializadas contra alvos terrestres e marítimos. Entre as versões há o Kh-31A para missões antinavio com guiamento combinada entre navegação inercial e radar semi ativo. É extremamente mortal contra barcos de patrulha, lanchas lançadoras de mísseis e navios de pequeno porte, pode ser utilizado contra navios maiores como destróieres e fragatas, causando grandes danos e mesmo aleijando esses navios.  Possuindo um alcance de 70 km e uma velocidade de 2.520 km/h graças a propulsão por motor ramjet. Já a versão Kh-31P é uma arma anti-radiação empregada para a destruição de centros de defesa de mísseis e de radares. Com alcance de 110 km tem uma guiagem passiva recebendo emissões das ondas de radar do alvo.

Outro míssil de precisão é o Kh-59ME que pode ser utilizado contra alvos terrestres e marítimos com guiagem por orientação de TV na fase final do voo. Propulsionado  por um motor-foguete no lançamento e um motor turbojato de “voo de cruzeiro” conferem-lhe uma velocidade de 250 m/s e alcance de 155 km.

Canhão

A arma interna do Sukhoi Su-35 Super Flanker é um canhão GSh-301 de 30 mm, instalado na raiz da asa direita contendo cerca 150 cartuchos. Há duas opções para a utilização dos projéteis sendo os incendiários de alto explosivo que pesa 384 g e os traçantes perfuradores de blindagens que pesa 394 g. Trata-se de uma arma muio eficiente e testes realizados revelaram que um alvo grande pode ser derrubado pelo impacto de 3 a 5 projeteis.

Avião de guerra russo em miniatura Sukhoi Su-35 Super Flanker.

Avião em miniatura Sukhoi Su-35 Super Flanker exibindo os detalhes da entrada de ar dos motores que são bem espaçosas o que garante uma movimentação do bocal do TVC também no plano horizontal.

Su-35UB

A Sukhoi também desenvolveu a versão biplace do avião, Su-35UB UB (“Uchebno-Boevoitreinador de combate). Projetado utilizando ferramentas virtuais com auxílio de computador. Enquanto o desenvolvimento do avião continuava em progresso a direção do programa passou para Sergei Korotkov em 2001.

Sukhoi Su-35 Super Flanker pronto para os desafios do futuro

A crise financeira que assolou a Rússia logo após a dissolução da União Soviética atrasou os planos iniciais de produção em larga escala do Su-35. Essa produção foi retomada em 1995 com mais três aviões que receberam a numeração de “86” a “88”. Há especulações de que mais aviões foram construídos, mas o certo é que esses três aviões foram enviados a Akhtubinsk onde esta o centro de testes e avaliação da força aérea. Em 2009 a Força Aérea Russa assinou um contrato de compra de 48 Su-35BM, trata-se de uma versão ainda mais refinada do Su-35. Os aviões estão sendo entregues a Força Aérea Russa.

O Su-35 é um avião totalmente integrado com as unidades operacionais da Força Aérea Russa e ao contrário do que muitos apontam, não é um avião experimental ou protótipo. A prova de suas reais capacidades operacionais esta no fato da Força Aérea Russa escolher o Su-35 para equipar suas unidades de caça mesmo com o desenvolvimento do PAKFA ( que tem previsão de estar operacional em 2016). O Sukhoi Su-35 Super Flanker vai estar voando com a Força Aérea Russa por pelo menos 30 anos e lado a lado com o futuro PAKFA aumentando ainda mais o poder aéreo russo.

Sukhoi Su-35 Super Flanker em miniatura destacando a estrela vermelha.

A estrela vermelha símbolo do poder aéreo soviético e que foi mantida pela Força Aérea Russa. Imagem do avião em miniatura Su-35 destacando a reta diferentemente das versões básicas do Su-27. (Fotos.: Adriano Alves) 

Características técnicas do Sukhoi Su-35 Super Flanker

Tipo: caça monoposto multimissão
Envergadura: 14,7 m
Comprimento: 22,18 m
Altura: 6,34 m
Superfície alar: 62 m2
Peso vazio: 18.400 Kg
Peso máximo de decolagem: 34.000 KG
Velocidade máxima: 2.500 km/h
Teto de serviço: 17.200 m
Raio de ação: 3.400 Km (sem tanques extras)
Motores: dois turborreatores AL-31FP que desenvolvem 12.500 Kg de empuxo com pós-combustão..
Armamento: para o combate aéreo mísseis ar-ar R-73, R-27 (versões semi-ativo ou infravermelho) e R-77. Para ataques ar-solo mísseis Kh-29 (versões guiadas por TV e laser), Kh-31 (versões antinavio e anti-radar), bombas de queda livre ou guiadas, foguetes não guiados. Internamente esta equipado com um canhão Gryazev / Shipunov GSh-301 de 30 mm e 150 disparos.

Vídeo da miniatura do Sukhoi Su-35 Super Flanker

Sobre Adriano Alves

Começou a escrever em blogues em 2009 como convidado e não parou mais. Hoje escreve em quatro blogues, trabalha em uma empresa como Analista de Suporte Técnico e tem como hobby ler, estudar, ouvir música, assistir filmes e seriados e, principalmente, colecionar miniaturas militares.

2 comentários

  1. Essa miniatura eu creio q deve ser o SU-33 pois o SU-35 não possui as canards. Se eu estiver errado por favor me corrija.

    • Boa tarde Daniel.

      Os protótipos do Su-35 tinham canards sim, eles foram retirados dos aviões de série que estão sendo entregues a VKS. Se procurar por imagens do Su-35 “703” “709” e outros que faziam parte dos aviões de exibições e testes verá que todos possuíam canards. No artigo estarei editando em relação a isso. Mas, foi muito bem observado por você a questão do canards.

      Abraço.

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