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Embraer EMB-314 A-29 Super Tucano – Patrulheiro da Amazônia

O Embraer EMB-314 A-29 Super Tucano é um avião turboélice de fabricação nacional desenvolvido para atender a um requerimento da Força Aérea Brasileira que buscava um novo avião de conversão para seus pilotos de caça. Outra necessidade estava na implantação do programa SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia) e a FAB teve a missão de elaborar os requisitos de um avião de combate para realizar missões de patrulha na Amazônia e que pudesse interceptar voos ilegais realizados por traficantes.

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Desenvolvimento

Nas últimas décadas tem se destacado o grande avanço tecnológico que é percebido em todas as áreas da atividade humana. Entre essas áreas está à indústria de defesa, incluindo a aeroespacial.

Isso faz surgir novas aeronaves e sistemas cada vez mais modernos e atendendo a variados tipos de missões. Essa corrida na busca dos equipamentos e sistemas de última geração faz os países buscarem atualizações constantes para estarem de acordo com as exigências do ambiente da guerra moderna.

Conheça outros aviões da Força Aérea Brasileira acessando os links abaixo:

A década de 90 viu os Estados Unidos lançarem o programa JPATS (Joint Primary Aircraft Training System – Sistema Conjunto de Instrução de Aeronaves Primária)  que tinha como objetivo substituir seus treinadores em atividade. A Embraer viu nesse programa a possibilidade de oferecer sua solução, o Embraer EMB-312 Tucano H que atendia os principais pontos do projeto JPATS.

Avião em miniatura EMBRAER EMB-314 A-29B Super Tucano em escala 1:48 da HobbyBoss. Foto.: Marcelo Eugênio Plastimodelismo

Avião em miniatura EMBRAER EMB-314 A-29B Super Tucano em escala 1:48 da HobbyBoss. Foto.: Marcelo Eugênio Plastimodelismo

Com a aceleração do programa em 1991, a Embraer lançava em setembro do mesmo ano em parceria com a Northrop Grumman o Tucano POF (Proof Os Concept  – Demonstrador de Conceito). A aeronave baseada no treinador EMB-312H decolou em São José dos Campos com o intuito de coletar dados para que os requisitos solicitados no programa JPATS fossem definidos de uma forma mais refinada. No entanto, o demonstrador da Embraer foi derrotado pelo Raytheon T-6 Texan II , versão do Pilatus PC-9.

Outra concorrência na qual a Embraer participou quase que na mesma época foi a canadense NFTC (NATO Flight Training in Canada – Plano da OTAN de Formação Aérea no Canadá). Esse programa tinha como meta definir uma aeronave turboélice e uma a jato que serviria para a formação dos pilotos de caça da OTAN. Novamente, o T-6 Texan II foi selecionando juntamente com o jato BAe Hawk.

Enquanto isso no Brasil estava em curso um plano de reaparelhamento de diversos elementos da Força Aérea Brasileira que incluía novos aviões de caça, patrulha, transporte e reconhecimento. Algumas destas aquisições ainda estão em curso como é o caso do Programa FX.

Embraer A-29 Super Tucano em miniatura. Esta réplica foi montada pelo Marcelo Eugênio e representa um exemplar biposto do Super Tucano. Foto.: Marcelo Eugênio Plastimodelismo

Embraer A-29 Super Tucano em miniatura. Esta réplica foi montada pelo Marcelo Eugênio e representa um exemplar biposto do Super Tucano. Foto.: Marcelo Eugênio Plastimodelismo

Entre as aquisições estava a de um novo treinador que atendesse a formação dos futuros pilotos de combate que deveria substituir a envelhecida frota do Embraer AT-26 Xavante. Outra necessidade era representada pela necessidade de um avião de patrulha para operar dentro do programa SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia).

O projeto batizado de ALX (Aeronave Leve de Ataque) – designado pela FAB A-29A/B. Esse novo avião de ataque deveria operar em conjunto com os novos aviões de comando de controle da Embraer, E-99 e R-99.

Apesar de ser derrotada no JPTAS a Embraer usou o avião dedicado para o programa, POC, juntamente com o EMB-312H para servir de base ao novo projeto que seria oferecido a FAB. As alterações foram tantas que o novo avião recebeu uma nova designação, EMB-314 ALX Super Tucano.

A camuflagem da miniatura do Embraer EMB-314 A-29 Super Tucano esta impecável com as do Super Tucano operados pelas unidades da Força Aérea Brasileira. Foto.: Marcelo Eugênio Plastimodelismo

A camuflagem da miniatura do Embraer EMB-314 A-29 Super Tucano esta impecável com as do Super Tucano operados pelas unidades da Força Aérea Brasileira. Foto.: Marcelo Eugênio Plastimodelismo

Motor

Entre as diferenças do Embraer Tucano H e do ALX estava o motor. O Tucano H era equipado com o motor Pratt & Whitney Canada PT-6A-67 com 1250 CV de potência, mas no ALX o motor escolhido foi o Pratt & Whitney Canadá PT-6A68C com 1600 CV controlado pelo sistema FADEC, trata-se de um controle digital do motor, além do EICAS (sistema de indicação de alerta da tripulação).

Desenvolvido para operar dentro do programa SIVAM atuando na região norte e nordeste do território brasileiro o Super Tucano deveria ser capaz de suportar o clima típico da região, caracterizado pelas altas temperaturas. Essa foi a razão principal pela escolha do motor Pratt & Whitney com maior potência e que suportasse esse clima.

Outra alteração importante foi a adição de uma hélice de 5 pás que tem a finalidade de aumentar o auxiliar no melhor desempenho do motor.

O Embraer EMB-314 A-29 Super Tucano da FAB em miniatura ostenta a matrícula de A-29B 5906. Foto.: Marcelo Eugênio Plastimodelismo

O Embraer EMB-314 A-29 Super Tucano da FAB em miniatura ostenta a matrícula de A-29B 5906. Foto.: Marcelo Eugênio Plastimodelismo

Sistemas

O Super Tucano é um avião turboélice baseado no Embraer EMB-312 Tucano, um avião de treinamento, porém o cockpit do Super Tucano foi redesenhado para receber telas e sistemas que não devem em nada aos principais aviões de caça a reação da atualidade.

Seu painel frontal possui duas telas de cristal líquido de 6 x 8 polegadas que diminui a carga de trabalho do piloto reunindo todas as informações do ambiente operacional e proporcionando ao piloto dados precisos da situação tática.

O sistema de avionico está baseado na arquitetura de barramento MIL-STD-1533. O Super Tucano esta homologado para utilizar o Night Vision Goggles – NVG – Óculos de Visão Noturna – Gen III durante as operações noturnas.

O avião em miniatura Embraer EMB-314 A-29 Super Tucano da Força Aérea Brasileira esta com os quatro pontos de fixação de armas sob as asas ocupados. Foto.: Marcelo Eugênio Plastimodelismo

O avião em miniatura Embraer EMB-314 A-29 Super Tucano da Força Aérea Brasileira esta com os quatro pontos de fixação de armas sob as asas ocupados. Foto.: Marcelo Eugênio Plastimodelismo

O datalink é outro sistema importante que também está disponível no Super Tucano, transmite e recebe dados no formato de imagem e vídeo em alta velocidade, 10 MB/s, podendo resistir as interferências eletrônicas.

Outro sistemas que fazem parte da suíte eletrônica do Super Tucano incluem o HOTAS (Full Hands on Throttle and Stick – Mãos na Manete e Manche), modos de ataque computadorizados (CCIP, CCRP, CCIL), HUD (Head Up Display – Display de Cabeça Alta) com UFCP (Up Front Control Panel – Painel de Controle à Frente), V/UHF tático com provisões para data-link, rádio-comunicação e navegação integradas, câmera e gravador de vídeo, piloto automático com capacidade de planejamento de missão incorporada, FLIR (Forward-Looking Infrared, sistema de apresentação instalado no capacete (item opcional).

Armamento

O Embraer EMB-314 A-29 Super Tucano foi desenvolvido com o propósito de ser um treinador avançado e também como um avião leve de ataque. Curiosamente, vem sendo mais utilizado como avião de ataque e para isso leva uma carga bélica variada e de grande precisão.

O avião pode transportar até 1.550 Kg de carga distribuídos em cinco pontos de fixação sob as asas e fuselagem central. Os pilones de fixação das armas podem reconhecer os diferentes tipos de armas graças aos softwares que detecção os diferentes tipos de armas instaladas. Uma vez detectado o tipo de arma o software envia os dados ao computador de controle de tiro que faz todo o cálculo de disparo correto da arma selecionada, atualizando os parâmetros e fornecendo ao piloto a melhor possibilidade de disparo.

A escala 1:42 proporciona um nível de detalhamento que permite aos plastimodelistas aumentarem o nível de realismo dos modelos. Isso pode ser notado pelo belo painel da miniatura do Embraer EMB-314 A-29 Super Tucano. Foto.: Marcelo Eugênio Plastimodelismo

A escala 1:48 proporciona um nível de detalhamento que permite aos plastimodelistas aumentarem o nível de realismo dos modelos. Isso pode ser notado pelo belo painel do miniatura do Embraer EMB-314 A-29 Super Tucano. Foto.: Marcelo Eugênio Plastimodelismo

O Super Tucano está equipado com duas metralhadoras FN Herstal M3P de 12,7 mm uma em cada asa, com capacidade para 200 cartuchos e uma cadência de 1100 tiros por minuto. As opções de armas que podem ser carregadas nos pilones incluem mísseis ar-ar de fabricação nacional Mectron MAA-1 Piranha, além dos tradicionais mísseis ar-ar AIM-9L Sidewinder e, também mísseis ar-ar Python 3 e Python 4. Para o ataque ao solo a carga inclui bombas guiadas e não guiadas de até 500 libras, foguetes da Avibras de 70 mm SBAT-70 ou LAU-68 de 70 mm.

Os avançados sistemas instalados a bordo do Super Tucano permitem o lançamento de armas de precisão juntamente com as tradicionais bombas Mk-81 e Mk-82, de 119 kg e 227 kg, respectivamente. Ainda pode contar com bombas guiadas a laser GBU-12 e bombas guiadas por GPS GBU-39 SDB, mísseis AGM-169 JCM e Brimstone.

As possibilidades de configuração de armas do Super Tucano são variadas e podem ser definidas de acordo com a missão. Outro detalhe é que existe a possibilidade da customização do Super Tucano de acordo com as necessidades do cliente, o que pode variar ainda mais o tipo de armamento empregado pelo avião turboélice da Embraer.

Um exemplar como este é o sonho de consumo de muitos plastimodelistas. Fonte.: Marcelo Eugênio Plastimodelismo

Um exemplar como este é o sonho de consumo de muitos plastimodelistas. Fonte.: Marcelo Eugênio Plastimodelismo

Embraer EMB-314 A-29 Super Tucano na FAB

A idealização do projeto ALX foi visando atender ao requerimento da Força Aérea Brasileira que necessitava de um avião leve de ataque e de um treinador avançado para seus futuros pilotos. Em 1991 A Força Aérea Brasileira e a Embraer assinaram um contrato inicial para aquisição de 76 aeronaves com opção de mais 23 unidades do Super Tucano.

Em 2005 a Força Aérea Brasileira decidiu fazer uso das 23 unidades opcionais e o pedido totalizou 99 A-29 Super Tucano. Na FAB o avião recebeu a designação de A-29A (versão monoposto) e A-29B (versão biposto). O A-29B tem as mesmas capacidades de combate do A-29A podendo ser utilizado como avião de treinamento.

As primeiras unidades do Embraer A-29 Super Tucano foram entregues a Força Aérea Brasileira em 18 de dezembro de 2003, as entregas a FAB foram finalizadas em 2012.

O Embraer EMB-314 A-29 Super Tucano está distribuído em cinco unidades da Força Aérea Brasileira, são elas o 2º/5º Gav, 1º/3º Gav, 2º/3º Gav, 3º/3º Gav e, mais recentemente o EDA.

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2º/5º Gav – Esquadrão Joker – sediado em Natal, Rio Grande do Norte, esta unidade é responsável por formar os pilotos de caça da Força Aérea Brasileira oriundos da Academia da Força Aérea.

1º/3º GAV – Esquadrão Escorpião – sediado na Base Aérea de Manaus responsável pelas ações de patrulha do espaço aéreo na região norte dentro do programa SIVAM em conjunto com os aviões Embraer E-99 de Alerta Aéreo Antecipado, pertencentes ao 2º/6º GAv Esquadrão Guardião.

2º/3º GAv – Esquadrão Grifo – sediada na Base Aérea de Porto Velho responsável pelas ações de patrulha do espaço aéreo na região norte atendendo ao programa SIVAM, as aeronaves operam seguindo orientações de aviões de alerta e controle aéreo E-99 e R-99. O Embraer A-29A/B entrou em atividade no Esquadrão Grifo em 2007.

3º/3º GAv- Esquadrão Flecha – sediado na Base Aérea de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, completa o Terceiro Grupo de Aviação e opera as aeronaves Embraer A-29 Super Tucano desde 2006. Responsável pelo patrulhamento da região norte trabalha em conjunto com outras unidades, entre elas, o 2º/6º GAv Esquadrão Guardião que dispõe de aeronaves de Alerta Aérea Antecipado e Controle E-99 e R-99.

EDA – Esquadrão de Demonstração Aérea, mais conhecido como Esquadrilha da Fumaça, sediado na Academia da Força Aérea Brasileira, Pirassununga, São Paulo. É a equipe acrobática que durante muitos anos operou o Embraer EMB-312 Tucano e que agora está equipada com o Embraer A-29 Super Tucano.

Derivado de outro projeto de sucesso da Embraer, o EMB-312 Tucano, o Super Tucano tem muitas modificações, mas ainda assim possui grandes similaridades com o seu antecessor. Fote.: Marcelo Eugênio Plastimodelismo

Derivado de outro projeto de sucesso da Embraer, o EMB-312 Tucano, o Super Tucano tem muitas modificações, mas ainda assim possui grandes similaridades com o seu antecessor. Foto.: Marcelo Eugênio Plastimodelismo

Usuários estrangeiros do Embraer EMB-314 Super Tucano

Gana

A Força Aérea de Gana assinou o contrato com a Embraer em 19 de junho de 2015 para a aquisição de 5 Super Tucano que serão utilizados em missões de treinamento avançado, vigilância de fronteiras e segurança interna.

Angola

O país africano encomendou 6 Super Tucano em 2012 e recebeu os 3 primeiros exemplares em janeiro de 2013. Os aviões serão usados

O Super Tucano vai realizar missões de apoio tático e treino inicial para pilotos de caça, sanando a necessidade da FAA de um avião de ataque com autonomia e raio de ação e podendo operar sob condições meteorológicas adversas a partir de pistas semi preparadas.

Burkina Faso

Foi o primeiro operador africano do Super Tucano e recebeu 3 aviões em 2011 que realizam missões de vigilância de fronteira.

Mauritânia

Recebeu 3 Super Tucano em 2012 para missões de vigilância.

Senegal

3 Super Tucano encomendados em 10 de abril de 2013.

Mali

Contrato assinado em 15 de junho de 2015 assinado durante o Paris Air Show

O pedido inclui suporte logístico para a operação das aeronaves, além de um sistema de treinamento para os pilotos e mecânicos.

Os Super Tucano serão utilizados para missões de treinamento, vigilância das fronteiras e segurança interna.

A miniatura do avião Embraer EMB-314 A-29 Super Tucano em detalhes mostra algumas características do aparelho, entre elas a hélice de 5 pás introduzida para melhorar o desempenho do motor. Foto.: Marcelo Eugênio Plastimodelismo

A miniatura do avião Embraer EMB-314 A-29 Super Tucano em detalhes mostra algumas características do aparelho, entre elas a hélice de 5 pás introduzida para melhorar o desempenho do motor. Foto.: Marcelo Eugênio Plastimodelismo

Colômbia

O contrato assinado entre a Embraer a Força Aérea Colombiana aconteceu em 2005 girando em torno de US$ 235 milhões, as primeiras três unidades foram entregues em dezembro de 2006 e foram finalizadas em 2008. Ao todo a FACH recebeu 25 Embraer Super Tucano que são utilizados no treinamento de pilotos e também na luta contra a guerrilha FARC.

Chile

A Força Aérea Chilena começou a receber o Embraer BEM-314 Super Tucano em dezembro de 2009, o pedido totalizou 12 unidades.

República Dominicana

O pedido da República Dominicana a Embraer para o fornecimento de 8 unidades do Super Tucano foi realizado em janeiro de 2009, em dezembro do mesmo ano as entregas começaram. Os aviões são utilizados em missões de patrulha e no combate ao narcotráfico.

Equador

A Força Aérea Equatoriana assinou com a Embraer a compra de 24 Super Tucano no início de 2009. Os 24 aviões são bipostos sendo utilizados nas missões de vigilância de fronteiras e no treinamento de pilotos.

O avião em miniatura Embraer EMB-314 A-29 Super Tucano da FAB apresentado nas imagens é da fabricante chinesa Hobby Boss. Os chineses vem ganhando espaço no mercado de kits dando mais opções para os plastimodelistas. Foto.: Marcelo Eugênio Plastimodelismo

O avião em miniatura Embraer EMB-314 A-29 Super Tucano da FAB apresentado nas imagens é da fabricante chinesa Hobby Boss. Os chineses vem ganhando espaço no mercado de kits dando mais opções para os plastimodelistas. Foto.: Marcelo Eugênio Plastimodelismo

Indonésia

O governo da Indonésia havia feito uma compra de equipamentos militares fabricados no Brasil que incluíam 16 Super Tucano. No entanto, recentes desentendimentos entre os governos brasileiro e indonésio ameaçam o cumprimento deste pedido.

Honduras

Pedido realizado em 2014 para 2 unidades do Super Tucano.

Afeganistão

A Embraer venceu a concorrência para fornecer a USAF 20 aeronaves Super Tucano no programa LAS (programa de apoio aéreo leve) em 2013 em conjunto com a Sierra Nevada Corporation.

O contrato estabelece que as aeronaves sejam montadas localmente na fábrica de Jacksonville, Flórida.

Os 20 Super Tucano serão repassados a Força Aérea Afegã para serem utilizadas na luta contra o grupo terrorista local Taleban.

Estados Unidos

O Embraer EMB-314 Super Tucano também esta em operação com a TADF – Tactical Air Defense Services. Trata-se de um órgão que realiza serviços na área aeroespacial e defesa no âmbito da aviação tática para militares dos Estados Unidos e estrangeiros.

Embraer EMB-314 A-29 Super Tucano da Força Aérea Brasileira em miniatura. Foto.: Marcelo Eugênio Plastimodelismo

Embraer EMB-314 A-29 Super Tucano da Força Aérea Brasileira em miniatura. Foto.: Marcelo Eugênio Plastimodelismo

Embraer EMB-314 A-29 Super Tucano em ação

O batismo de fogo do Super Tucano aconteceu em 18 de janeiro de 2007 com a Força Aérea Colombiana que utilizou uma esquadrilha de Super Tucano para atacar posições das FARC localizadas na selva. O ataque foi realizado com bombas Mk 82 fazendo uso no modo CCIP (Continuously Computed Impact Point – Ponto de Impacto Continuamente Calculado).

Operação Grifo

Em 2008 Luis Edgard Devia Silva, mais conhecido como comandante Raúl Reyes, número 2 no comando das FARC, fazia compras nas feiras do Equador e mais tarde trabalhava na sua tenda bem camuflada em um acampamento localizado a 1,8 km da fronteira com a Colômbia.

Um dia depois, 1 de março, o acampamento bem escondido na selva foi atacado pela Força Aérea em conjunto com as equipes especiais do Exército colombiano. Era madrugada e Raúl Reyes dormia de pijama sem saber que a área de 5 mil m2 seria castigada por bombas, além de Reyes outros 23 guerrilheiros morreram.

A Operação Fênix contou com a participação da CIA e foi realizada com aviões leves Cessna A-37 Dragonfly, aeronaves AC-47 Gunship e o Embraer Super Tucano.

O ataque inicial ao acampamento foi realizado por aeronaves A-37 Dragonfly lançando bombas Paveway II guiadas por GPS a 6 metros de altura. A segunda leva do ataque contou com as aeronaves Super Tucano que lançaram bombas Mk 82 (os Super Tucano teriam utilizado a versão israelense, Griffin) a baixa altura eliminando guerrilheiros que tentavam escapar, contando com o apoio de aeronaves AC-47 Gunship que metralharam a localização com seus tiros de metralhadora. A parte final do ataque contou com tropas do Exército Colombiano desembarcando de helicópteros Black Hawk e Mi-17.

Avião de Combate em miniatura da Força Aérea Brasileira, Embraer EMB-314 A-29 Super Tucano. Foto.: Marcelo Eugênio Plastimodelismo

Avião de Combate em miniatura da Força Aérea Brasileira, Embraer EMB-314 A-29 Super Tucano. Foto.: Marcelo Eugênio Plastimodelismo

Em 2009 foi a vez da maior operadora do Super Tucano, a Força Aérea Brasileira, utilizar duas aeronaves para interceptador um voo irregular. Os Super Tucano foram vetorados pelo avião de controle aéreo E-99 para interceptar uma aeronave na região de Alta Floresta D´Oeste. Tratava-se de um Cessna U206G utilizado por narcotraficantes que vinha da fronteira entre Bolívia e Brasil.

Após diversas tentativas de realizar contato com o avião infrator não houve resposta e o avião da FAB Super Tucano se viu obrigado a disparar uma rajada de advertência com sua metralhadora de 12,7 mm paralelamente ao Cessna U206G. Sem opção o avião utilizado pelo narcotráfico foi obrigado a seguir os Super Tucano e pousar no aeroporto de Cacoal – RO.

O Cessna tinha uma carga de 176 Kg de pasta pura de cocaína e os dois ocupantes do avião foram presos pela Polícia Federal após uma frustrada tentativa de fuga.

Características Técnicas do Embraer EMB-314 A-29 Super Tucano

Tipo: avião turboélice de treinamento e ataque leve

Envergadura: 11,14 m

Comprimento: 11,38 m

Altura: 3,97 m

Superfície alar: 19,4 m2

Peso vazio: 3.200 kg

Peso máximo de decolagem: 5.400 kg

Velocidade máxima: 590 km/h

Velocidade de cruzeiro: 530 km/h

Teto de serviço:

Raio de ação: 550 km

Motor: Pratt & Whitney Canadá PT-6A68C com 1600 cv de potência controlado pelo sistema FADEC.

Armamento: carga máxima de 1500 kg distribuídas em 5 pontos fixos, 4 nas asas e um sob a fuselagem. Para o combate aéreo esta homologado para carregar mísseis ar-ar Mectron Piranha. No ataque ao solo pode lançar bombas MK-81 de 119 kg, Mk-82 de 227 kg, bombas guiadas a laser GBU-12 de 227 kg, casulos com 19 foguetes SBAT-70 de 70 mm Skyfire e casulo com canhão de 20 mm.  O armamento interno é composto de 2 metralhadoras FN M-3P calibre.50 (12,7 mm), uma em cada asa.

Mais informações do Embraer EMB-314 A-29 Super Tucano podem ser obtidas no artigo do Blog Warfare.

Sobre Adriano Alves

Começou a escrever em blogues em 2009 como convidado e não parou mais. Hoje escreve em quatro blogues, trabalha em uma empresa como Analista de Suporte Técnico e tem como hobby ler, estudar, ouvir música, assistir filmes e seriados e, principalmente, colecionar miniaturas militares.

4 comentários

  1. Olá, eu tenho interesse em adquirir estas miniaturas. Pode informar se vende e os preços?

  2. gostaria de saber quanto é o tucano e o super tucano em miniatura.

    Atenciosamente

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