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Alenia-Aermacchi-Embraer A-1 AMX – Pequeno e preciso avião de ataque

O Embraer A-1 AMX foi desenvolvido para ser um avião de ataque econômico complementando o projeto em andamento, Panavia Tornado. Após seu batismo de fogo se converteria em um avião com melhor aproveitamento do que o mais caro e badalado Tornado.  A decisão da Aeronautica Militare Italiana (AMI) em desenvolver um avião de ataque e reconhecimento foi baseada na necessidade de substituir a já envelhecida frota de aviões Fiat G.91R que realizavam missões de ataque e reconhecimento.
O desenvolvimento industrial teve início em 1978 sendo dirigido pelos engenheiros Ermanno Bazzocchi (Aermacchi) e Giulio Ciampollini (Aeritalia) que foi batizado como Aeritalia Macchi Experimental, AMX. Os italianos passaram a procurar futuros compradores para garantir a viabilidade do projeto. Nesse mesmo período a Força Aérea Brasileira buscava um avião de ataque moderno que preenchesse o vazio nas unidades da FAB desde a desativação dos esquadrões de bombardeiros.

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Leia sobre outros aviões em miniatura da Força Aérea Brasileira nos artigos abaixo:

Avião em Miniatura Embraer A-1 da Força Aérea Brasileira na escala 1:72. Esta miniatura faz parte da Coleção Aviões de Combate a Jato lançada pela Editora Planeta DeAgostini. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

Avião em Miniatura Embraer A-1 AMX da Força Aérea Brasileira na escala 1:72. Esta miniatura faz parte da Coleção Aviões de Combate a Jato lançada pela Editora Planeta DeAgostini. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

Partindo dessa necessidade em comum de ambas as forças aéreas, foi assinado em 1981 um memorando de entendimento (memorandum of understanding) para o desenvolvimento em conjunto do AMX. A empresa brasileira definida para participar desse projeto foi a Embraer que já havia fabricado um avião italiano sob licença no início da década de 70, o Aermacchi MB 326, que no Brasil recebeu a designação de EMB-326 “Xavante”, fabricado na sede da Embraer em São José dos Campos. A outra experiência na fabricação de um avião militar seria com o EMB-312 Tucano desenvolvido em 1978, sendo um avião de treinamento turbo hélice. Com o AMX a Embraer entraria em um novo patamar tendo acesso a novas tecnologias em um avião a jato moderno. Com os parceiros definidos o projeto foi dividido entre os fabricantes e a Alenia ficou com 46% do projeto, a Embraer 29,7% e a Aermacchi 23,8%.
Base removível do avião em miniatura Embraer AMX A-1.

A base removível da réplica do avião Embraer A-1 AMX é personalizada com o nome do fabricante e a designação que o avião recebeu na Força Aérea Brasileira. Interessante ressaltar que o nome AMX não é utilizado na Força Aérea Brasileira oficialmente. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

 O primeiro protótipo voou em 15 de Maio de 1984 decolando do aeroporto de Casselle, em Turim. Foi pilotado por Manlio Quarantelli que viria a falecer duas semanas depois em um acidente no quinto voo de testes. Em 7 de Junho de 1985 foi a vez de um piloto brasileiro realizar um voo em um protótipo do AMX, esse voo foi realizado pelo piloto de provas da Embraer Luiz Fernando Cabral, também foi realizado em Turim. Em 22 de Outubro foi realizado o primeiro voo de um protótipo fabricado no Brasil que recebeu o número de série YA-1 4200 e foi realizado em São José dos Campos, sede da Embraer.  Ao todo foram fabricados 6 protótipos do AMX, sendo que 4 foram italianos e 2 brasileiros.
O avião em miniatura Embraer A-1 AMX da FAB esta com a camuflagem em dois tons, verde e cinza. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

O avião em miniatura Embraer A-1 AMX da FAB esta com a camuflagem em dois tons, verde e cinza. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

As empresas italianas Aermacchi e Aeritalia construíram a fuselagem enquanto que a Embraer construiu as asas, trem de pouso, entradas de ar e tanques de combustível. O pedido inicial da AMI era de 187 unidades e da FAB era de 79, porém cortes orçamentários em ambas as forças aéreas reduziram esses pedidos. Em Março de 1988 a unidade experimental de voo da Aeronautica Militare Italiana recebeu o primeiro AMX de série. Em Agosto de 1989 foi a vez de a Embraer testar o primeiro AMX de série destinado a FAB, teste realizado com o piloto de provas da empresa Gilberto Pedrosa Schittini.

O motor para um caça-bombardeiro subsônico

O pequeno caça-bombardeiro Alenia/Aermacchi/Embraer A-1 AMX possui velocidade subsonica, ou seja, a velocidade máxima é abaixo da velocidade do som. Essa velocidade é devido ao motor escolhido para equipar o AMX, o Rolls-Royce spey RB.168 Mk.807 que tem 4907 Kg de empuxo seco, que desenvolve uma velocidade máxima de 1160 Km/h e velocidade de cruzeiro de 950 Km/h. A escolha desse motor foi decidida por proporcionar ao AMX um maior alcance graças a economia de combustível obtida com o voo sem pós-combustão típico dos caças supersônicos.

O avião de combate da Força Aérea Brasileira Embraer A-1A AMX esta configurado com 2 mísseis ar-ar MAA-1 Piranha de fabricados pela empresa brasileira Mectron de São José dos Campos. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

O avião de combate da Força Aérea Brasileira Embraer A-1A AMX esta configurado com 2 mísseis ar-ar AIM-9 Sidewinder que são utilizados para autodefesa. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

O AMX da Aeronautica Militare Italiana

A AMI (Aeronautica Militare Italiana) recebeu 136 unidades do AMX, sendo que 110 foram monopostos e 26 bipostos em 3 lotes,  o primeiro lote foi colocado na reserva devido a falta de recursos para conclusão de programas chaves. O segundo lote entrou em operação em estado de pré-capacidade operacional e somente o terceiro lote entrou em operação com toda capacidade operacional.

O AMX da AMI servem nas unidades 13° Gruppo/32° Stormo, 14° Gruppo/2° Stormo, 28° Gruppo/3° Stormo, 101° Gruppo/32° Stormo, 103° Gruppo/51° Stormo e 132° Gruppo/3° Stormo.

O Embraer A-1 AMX da FAB também pode carregar mísseis ar-ar MAA-1 Piranha fabricados pela empresa brasileira Mectron de São José dos Campos. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

O Embraer A-1 AMX da FAB também pode carregar mísseis ar-ar MAA-1 Piranha fabricados pela empresa brasileira Mectron de São José dos Campos. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

Na Aeronautica Militare Italiana o novo avião de ataque e reconhecimento permaneceu com o nome de AMX, mas ganhou um apelido, Ghibli, que significa vento quente e arenoso do deserto do Saara e, que durante a Segunda Guerra Mundial, também era usado para designar os aviões de reconhecimento da Regia Aeronautica. Os AMX da AMI foram equipados com radar Fiar Grifo X, canhão Vulcan M.61A de 20 mm, HUD da OMI e Alenia, telas multifuncionais da GSSA, bombas guiadas a laser Opher da Elbit, tanques subalares de 580 litros e mísseis ar-ar AIM-9L Sidewinder.

Nesta imagem superior do avião de guerra Embraer A-1 AMX pode-se ser do lado direito do canopi a sonda de reabastecimento em voo que aumenta o alcance do caça-bombardeiro da Embraer. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

Nesta imagem superior do avião de guerra Embraer A-1 AMX pode-se ser do lado direito do canopi a sonda de reabastecimento em voo que aumenta o alcance do caça-bombardeiro da Embraer. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

AMX em combate real

E foi com a Aeronautica Militare Italiana que o AMX viria a ter o seu batismo de fogo, sendo utilizado no ambiente de guerra europeu. Em 1999 as forças da OTAN lançaram a campanha Allied Force, totalmente aérea, contra as forças da ex-Iugoslávia e os AMX da AMI foram acionados realizando 252 missões naquele conflito totalizando 1.200 horas. Nenhum AMX foi abatido ou voltou para a base danificado por fogo inimigo, além disso a disponibilidade do pequeno caça-bombardeiro foi superior a de outros aviões mais caros.

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Em determinadas missões, os AMX italianos conseguiam atingir seus alvos enquanto que os Lockheed Martin F-16 Fighting Falcon voltavam a base com sua carga de bombas guiadas a laser sem terem sido lançadas devido ao campo de batalha estar coberto por nuvens espessas. Os AMX também foram utilizados no Afeganistão, onde, substituirão o Panavia Tornado nas missões de ataque. Mais recentemente  foram utilizado na intervenção da OTAN na Líbia.
O avião de combata Embraer A-1 AMX em miniatura esta pintado com a identificação do 1º/10º GAv - Esquadrão Poker sediado na Base Aérea de Santa Maria, Rio Grande do Sul. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

O avião de combata Embraer A-1 AMX em miniatura esta pintado com a identificação do 1º/10º GAv – Esquadrão Poker sediado na Base Aérea de Santa Maria, Rio Grande do Sul. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

 O Embraer A-1 AMX da Força Aérea Brasileira

Já na FAB o avião passou oficialmente a ser chamado de A-1 e recebeu o apelido de Falcão, foram fabricadas 56 unidades do Embraer A-1 AMX para a Força Aérea Brasileira, 45 monospostos e 11 bipostos, A-1A e A-1B, respectivamente. As entregas tiveram início em Agosto de 1989 sendo divididas também em 3 lotes, no primeiro lote foram entregues 8 A-1A  e 1 A-1B (números de série dos A-1A 5500-5507 e A-1B 5650), segundo lote 22 A-1A e 3 A-1B (números de série 5508-5529/5561-5653) e o terceiro lote 15 A-1A e 7 A-1B (números de série 5530-5544/5654-5660).

Além das designações os aviões da AMI e da FAB possuem outras diferenças significativas, algumas dessas diferenças foram causadas pela veto do Departamento de Estados Norte-Americano que não permitiu que os aviões A-1 brasileiros recebessem, por exemplo, o canhão Vulcan M.61A de 20 mm com seis canos que equipa os AMX italianos. Além do canhão, a FAB teve que buscar alternativas para o radar, mísseis, suíte de guerra eletrônica e outros componentes sensíveis para equipar o Embraer AMX A-1. Essa dificuldade fez com que os aviões da FAB entrassem em serviço sem radar.

Algumas fontes não oficiais afirmam que os A-1 da FAB não podem disparar mísseis infravermelhos devido à falta de cabeamento nos trilhos das pontas das asas. Os aviões brasileiros foram equipados com 2 canhões DEFA 554 de 30 mm, HUD e telas multifuncionais da Elbit israelense, tanques subalares de 1100 litros, bombas Mk. 92 de 500 libras (227 kg), mísseis ar-ar Mectron MAA-1 Piranha. O radar Mectron SCP-01 Scipio esta sendo incorporado aos A-1 que estão em processo de modernização para o padrão A-1M.

O Embraer A-1 AMX da FAB possui na deriva antenas e contramedidas eletrônicas. Na bico do avião esta alojado o radar Mectron SCP-01 Scipio. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

O Embraer A-1 AMX da FAB possui na deriva antenas e contramedidas eletrônicas. Na bico do avião esta alojado o radar Mectron SCP-01 Scipio. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

A FAB criou o 1°/16° Grupo de Aviação, sediado em Santa Cruz (RJ), em Outubro de 1990 para operar exclusivamente o A-1, possuindo 29 A-1A e 3 A-1B. Outras unidades que operam o A-1 são o 3°/10° Grupo de Aviação (Esquadrão “Centauro”) com 7 A-1A e 4 A-1B e o 1°/10° Grupo de Aviação (Esquadrão “Poker”) com 7 A-1A e 3 A-1B, ambas sediadas em Santa Maria, Rio Grande do Sul.

Vejam mais imagens do Embraer A-1 AMX da FAB do 1°/10° GAv “Esquadrão Poker” no artigo:

Réplica do avião Embraer AMX A-1 da aeronáutica militar brasileira. O AMX A-1 da FAB participou do exercício Red Flag em 1998. Durante o exercício a suite de guerra eletrônica do AMX A-1 da FAB funcionou de forma muito positiva o que garantiu as infiltrações do AMX A-1 nas defesas inimigas durante as simulações da Red Flag. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

Réplica do avião Embraer AMX A-1 da aeronáutica militar brasileira. O AMX A-1 da FAB participou do exercício Red Flag em 1998. Durante o exercício a suite de guerra eletrônica do AMX A-1 da FAB funcionou de forma muito positiva o que garantiu as infiltrações do AMX A-1 nas defesas inimigas durante as simulações da Red Flag. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

Apesar das dificuldades iniciais a introdução do Embraer A-1 AMX na FAB foi um grande divisor de águas, pois foi um avião que trouxe novos conceitos e tecnologias como a utilização de HUD (Head up display). A precisão nos ataques em relação aos outros aviões da Força Aérea Brasileira foi logo notada e essa capacidade foi devido ao sistema CCIP/CCRP (Continuously Computed Initial Point/Continuously Computed Release Point – Ponto Inicial Continuamente Computado/Ponto de Lançamento Continuamente Computado). Também foi fundamental no desenvolvimento da nova família de jatos regionais da Embraer, que utilizaram muitas das tecnologias aplicadas no AMX permitindo uma redução nos custos.
Além da sonda de reabastecimento em voo há outro elemento que garanta a grande autonomia do pequeno avião de ataque da Embraer, seu motor. Trata-se do turbofan Rolls-Royce Spey RB.168 Mk.807 sem pós-combustão. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

Além da sonda de reabastecimento em voo há outro elemento que garanta a grande autonomia do pequeno avião de ataque da Embraer, seu motor. Trata-se do turbofan Rolls-Royce Spey RB.168 Mk.807 sem pós-combustão. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

A-1 da FAB na Red Flag

O A-1 da FAB não foi efetivamente testado em combate real como os seus irmãos AMX italianos, porém em 1998 a Força Aérea Brasileira recebeu um convite para participar de um exercício protagonizado pela USAF (United States Air Force – Força Aérea dos Estados Unidos). Trata-se do Red Flag, um grande exercício realizado a partir da Base Aérea de Nellis que fica no deserto do Arizona, e conta com participação de numerosas aeronaves da USAF e de outras forças aéreas importantes do cenário mundial.O ambiente desse exercício esta repleto de meios terrestres e aéreos que simulam com incrível realismo um cenário de conflito real. Dentro desse principio a FAB decidiu enviar as aeronaves de sua frota que julgou serem as mais capacitadas para realizar as missões exigidas no exercício.

Em 20 de Agosto de 1998 foram enviadas 6 A-1 do 1°/16° GAv acompanhandos de um KC-137 e 2 KC-130 partiram do Galeão rumo ao deserto do Arizona. Durante os 15 dias de exercício os caças-bombardeiros da FAB realizaram 52 saídas com 18 missões de ataque totalizando 70 horas de voo. Os A-1 da FAB obtiveram um excelente índice de acerto durante os ataques simulados, conseguindo penetrar nas defesas inimigas.Outro fato importante é que durante os ataques simulados o A-1 chegou a ser interceptado por caças F-16, e o pequeno A-1 obteve vitória contra o F-16 em dogfighter.

O A-1 AMX não é um avião de caça, trata-se de um avião de ataque dedicado a missões de ataque e apoio aéreo, portanto, enfrentar outros caças não é a missão do A-1 AMX. Apesar disso, em baixa altitude o A-1 AMX é muito ágil e pode se defender de outros caças que tentarem intercepta-lo, como foi no ambiente da Red Flag em que o F-16 um caça indiscutivelmente fantástico em combates aéreos teve dificuldade para vencer o A-1 AMX a baixa altitude.

O Embraer A-1 AMX esta em processo de modernização para a versão A-1M. Outros aviões de combate da FAB já voaram lado a lado com o A-1 e já foram desativados, mas o A-1 com a modernização vai continuar operando com a FAB por muitos anos pela frente. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

O Embraer A-1 AMX esta em processo de modernização para a versão A-1M. Outros aviões de combate da FAB já voaram lado a lado com o A-1 e já foram desativados, mas o A-1 com a modernização vai continuar operando com a FAB por muitos anos pela frente. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

Embraer A-1M o avião de ataque tático da FAB

A FAB assinou um contrato de modernização de 43 caças-bombardeiros Embraer A-1 AMX que passaram para o padrão A-1M. Os trabalhos já estão sendo realizados em um lote de 10 aviões pela Embraer e a Elbit israelense. A previsão é que os aviões comecem a ser entregues em 2013 e o último em 2017. Os aviões A-1M serão dotados de novos sistemas de contramedidas eletrônicas e de autodefesa, um novo HUD (Head-Up Display), a instalação do radar multimodo SCP-01 Scipio com telas de cristal líquido colorido que vão dar ao A-1M capacidade de combate ar-ar, ar-terra e ar-mar, esse radar é fabricado pela Mectron de São José dos Campos em parceria com a empresa Selex Galileo.

Outros componentes dessa nova versão incluem sistema de geração de oxigênio de bordo, alerta de disparo e aproximação de mísseis, além da compatibilidade com armamentos guiados de precisão. Todos os aviões passarão também por uma revitalização estrutural. O protótipo do A-1M (FAB 5526) voou pela primeira vez em 19 de Junho de 2012. A decisão de realizar essa modernização de meia vida, “Mid-Life Upgrade” (MLU) permitirá a FAB padronizar os dois primeiros lotes com o terceiro lote deixando as aeronaves com aviônica de última geração muito similares aos que já estão em uso com o Embraer ALX “Super Tucano” e com o F-5E/F.

Além dos sistema de bordo o A-1M terá um alcance maior com capacidade de reabastecimento em voo o que garante que qualquer alvo na América do Sul e Caribe possa ser alcançado pelo caça-bombardeiro da Embraer. Essa capacidade de ataque de precisão de longo alcance transforma o Embraer A-1M em um poderoso vetor de dissuasão.

Características técnicas do Embraer A-1 AMX

Tipo: avião de ataque e reconhecimento
Envergadura: 8,87 m
Comprimento: 13,23 m
Altura: 4,55 m
Superfície alar: 21 m2
Peso vazio: 6.730 Kg
Peso máximo de decolagem: 10.750 KG
Velocidade máxima: 1.160 km/h
Teto de serviço: 13.000 m
Raio de ação: 3.330 Km com tanques auxiliares
Motores: um turbofan Rolls-Royce Spey RB.168 Mk.807
Armamento: bombas guidas, foguetes e mísseis que incluem mísseis AGM-65 Maverick, bombas Mk82/83/84, bombas guiadas Opher, GBU-12/16/24, mísseis antinavio Harpoon, AM-39 Exocet  e RBS-15 em 4 pontos sob as asas e em um ponto sob a fuselagem que totalizam 3800 Kg de carga. Para autodefesa leva 2 mísseis MAA-1 Piranha ou A-Darter nas pontas das asas. 2 canhoões DEFA-554 de 30 mm. (Essa configuração é válida para o Embraer AMX A-1 da FAB).

Vídeo do Avião em miniatura Embraer A-1 AMX

Sobre Adriano Alves

Começou a escrever em blogues em 2009 como convidado e não parou mais. Hoje escreve em quatro blogues, trabalha em uma empresa como Analista de Suporte Técnico e tem como hobby ler, estudar, ouvir música, assistir filmes e seriados e, principalmente, colecionar miniaturas militares.

3 comentários

  1. Que interessante! As réplicas são incríveis, também!

  2. No site da planeta deAgostini não é feito a venda de apenas uma unidade.
    Alguém sabe como adquirir apenas o A-1 AMX da FAB??? Queria só o A-1 pois é o avião que trabalho.

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